terça-feira, 18 de junho de 2013

Blog com sugestão de atividade interdisciplinar (Língua Portuguesa, Matemática, Língua Inglesa e História)
                                                                                         

http://pipcbclinguaportuguesa.blogspot.com.br/2011/11/sugestao-de-atividades.html
Música e Língua Portuguesa movimentam atividade interdisciplinar

Sugestão de atividade desenvolvida por estudantes do Instituto Federal de Alagoas.
Análise da Língua Portuguesa a partir da música popular brasileira, com o objetivo de desenvolver nos alunos um senso crítico e maduro, valorizando a reflexão e a construção do conhecimento.


sexta-feira, 14 de junho de 2013

REESCRITA COLETIVA

A formadora Bia Gouveia realiza uma atividade de reescrita coletiva com alunos da Escola Estadual Victor Civita, de Guarulhos. O trabalho faz parte do programa de formação de professores em Língua Portuguesa que foi realizado pela Fundação Victor Civita em 2009.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Dica de filme

A dica de filme desta semana é A História de Ron Clark – O Triunfo



 
Sinopse: Snowden, escola de 1º grau, Aurora, Carolina do Norte, 1994. Ron Clark (Matthew Perry) é um professor temporário, que experimenta um misto de nervosismo e ansiedade ao aguardar o momento de começar no emprego. Mas, antes mesmo de iniciar, demonstra uma rara sensibilidade ao saber se aproximar de um garoto que tinha sido colocado em um castigo humilhante por outro professor. Após 4 anos, os métodos de Clark se mostraram mais do que eficientes, pois classificou sua classe em 1º lugar do município pelo 4º ano seguido. Como uma singela forma de reconhecimento, para se sentir mais permanente, lhe deram uma vaga no estacionamento, inclusive com seu nome gravado. Porém ele quer algo mais da vida e, assim, fala para seus pais que deixará o lugar, antes que usem a vaga como seu túmulo. Sonhando grande, ele vai a Nova York, mesmo sabendo que lá encontrará desafios bem maiores. Ele pretende ser professor no Harlem, apesar de dizerem que tem a "cor errada". Ron tenta inutilmente encontrar emprego como professor e, para ter alguma renda, consegue um emprego de garçom. Ao passar na porta da Inner Harlem, uma escola de 1º grau, vê um professor se atracando com um aluno. Este fato faz com que o professor peça demissão e Clark consiga o emprego. Mas, para a surpresa do diretor, Ron quer ser professor da pior turma do colégio. Ninguém sabia, mas ele estava rescrevendo não apenas a sua história, mas também a de várias outras pessoas.


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Dica de atividade


·         Vídeo “Reescrita no percurso de autoria”.  Débora Rana, professora e formadora do Instituto Avisa Lá, explica como um percurso de autoria pode ser construído a partir da reescrita de textos conhecidos pelos alunos.  Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=-rbbKi_4_cs


Fonte: Revista Nova Escola



quinta-feira, 25 de abril de 2013

Videos para professores e família


·        
Vídeo Instrucional para professores : “A confusão das regras no combate à indisciplina”

A professora Ana Aragão, da Unicamp, relata e comenta três casos em que situações
consideradas de indisciplina foram encaminhadas pela escola de maneira equivocada.
Ela sugere o que fazer em casos semelhantes aos citados.




·         Vídeo Instrucional para a família : “Como ajudar seu filho a ter sucesso na escola”

Como ajudar seu filho a ter sucesso na escola. Deve-se premiar? Como desenvolver o hábito de fazer a lição de casa?
Jornal Bom Dia Paraná, da RPRTV, afiliada da rede Globo em Curitiba e a coluna "A arte de educar". Psicólogo e palestrante Marcos Meier.





Equipe Tosco em Ação

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Dica de filme

A dica de filme desta semana é Sociedade dos Poetas Mortos



Sinopse:
Sociedade dos Poetas Mortos é a história de um tradicional colégio preparatório que recebe um professor de inglês nada convencional, um ex-aluno.
O perfil dos alunos da escola é o de jovem submisso, que absorve informações sem questionar, de pais ricos que decidem o futuro dos filhos.,
Brilhantemente interpretado por Robin Willians, o professor Keating ensina aos alunos muito mais que conteúdo para entrar em boas faculdades, os ensina a pensar, a amar a poesia e a viver cada instante.
No anuário de Keating está, entre suas paixões, a “Sociedade dos Poetas Mortos”. Intrigados, os alunos, liderados por Neil Perry (Robert Sean Leonard), o questionam sobre o assunto.
Quando explica aos jovens que a Sociedade era um grupo de rapazes que se reuniam à noite em uma caverna próxima ao colégio para ler poesias, eles ficam impressionados e decidem fazer o mesmo.
A partir daí os alunos têm mudanças de comportamento, começam a expressar opiniões e se permitem sonhar.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Dica de vídeo: Entrevista sobre bullying



·         Entrevista sobre Bullying (4 partes)
Programa “Marília Gabriela Entrevista” – GNT (15/08/10)
Entrevistada: Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva – Médica, especialista em Medicina do Comportamento, Professora e Pós-graduada em Psiquiatria.






quarta-feira, 3 de abril de 2013

Atividade de Leitura e Produção de Texto

Atividade de Leitura e Produção de Texto
Bruno Carrasco

Sugestão de atividade educativa para jovens, trabalhando leitura e criatividade na produção de textos, envolvendo o trabalho individual e coletivo. A proposta pode ser adaptada de acordo com a realidade dos alunos e os conhecimentos do educador. 


Material necessário:
Textos curtos, poesias, folhas em branco, canetas.

Material para as produções (opcional):
Cartões pequenos, canetinha, computador, camisetas, tinta para tecido.

Atividade:
  1. Espalhe pelo local algumas poesias ou textos curtos de autores diferenciados, quanto mais textos melhor, pois o jovem terá mais opções, é interessante utilizar autores e formatos diferenciados, pode-se também trabalhar um autor específico traçando brevemente sua cronologia e depois apresentando seus textos. Para cada texto distribua três ou quatro cópias para depois possibilitar atividades em grupo. Os textos podem estar dispostos em cartolinas coladas nas paredes, em folhas espalhadas nas carteiras ou dispostos no chão, pendurados em varais ou de outras maneiras que o educador achar conveniente. Pode utilizar histórias em quadrinhos ou fragmentos de livros também, use a criatividade.
  2. Sugira que os jovens caminhem pela sala observando os textos, podendo escolher um texto que se identificou, para fazer a leitura silenciosa. Após a leitura, cada jovem será convidado a produzir um texto, frase, poesia ou ideia com base no texto escolhido, para isso disponha no local, folhas e canetas para uso coletivo. Aguarde um tempo para que eles possam produzir com tranquilidade, é importante respeitar o tempo de cada um.
  3. Depois proponha a eles formem grupos com colegas que escolheram textos parecidos, possibilitando grupos pequenos de até quatro jovens cada. Em conjunto, eles vão dialogar sobre as diferentes interpretações que cada um teve do texto, onde podemos refletir sobre a ideia que do mesmo objeto ou fato cada pessoa tem uma interpretação particular diferenciada e que a interpretação recria o objeto a seu modo.
  4. Com os grupos formados, o educador sugere que a cada grupo fazer uma criação coletiva, mostrando possibilidades e abrindo espaço para outras que surgirem, podendo ser um texto, uma poesia, etc. Essa criação será finalizada numa produção que poderá ser um cartão, um livreto, uma camiseta personalizada ou quaisquer outras que surgirem. A produção é algo que eles podem guardar para si ou presentear alguma pessoa, é uma maneira de materializar o conhecimento dialogado e produzido.
  5. Essa atividade incentiva à leitura e a produção criativa de textos, onde o jovem se posiciona inicialmente com sua interpretação e posteriormente produzindo algo a sua maneira, tendo diálogo com o ponto de vista de outro autor, com sua interpretação e a interpretação dos colegas por meio da leitura e reflexão, se colocando por meio da produção.




quarta-feira, 27 de março de 2013

Sugestão de documentário


·         Documentário “ Repórter Record 21/06/09 – Pequenos Infratores”

Mostra a realidade de crianças envolvidas no mundo das drogas, que arriscam mais do que perder a liberdade,
arriscam perder a infância. Envolvem-se numa dura rotina e pagam caro por isso.


Esperamos que façam bom proveito deste documentário.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Seis palestras inspiradoras sobre educação



A Nova Escola selecionou seis vídeos sobre educação do projeto TED para inspirar professores.


Vários citam tecnologia e mostram que muitas práticas ao redor do mundo estão preocupadas em atingir e envolver os estudantes - sobretudo aqueles em regiões muito pobres - e tonar o aprendizado, ao mesmo tempo, atraente e relevante.

Confira os vídeos clicando na imagem ou AQUI.

Fonte: Revista Escola

quarta-feira, 20 de março de 2013

Artigo: Combatendo a violência na escola


O seguinte artigo trata da violência na escola, como consequência da que se apresenta na sociedade, propondo dinâmicas para reflexão e ação sobre o tema em classe de Educação Básica.




Fonte: Revista do Professor

terça-feira, 19 de março de 2013

Violência nas Escolas! Onde isso vai parar?


Professor confira a sugestão de hoje: uma reportagem do Jornal Hoje, intitulada “Violência nas Escolas! Onde isso vai parar?”
Além das considerações sociais, apresentadas por meio de imagens e fatos, há a importante participação
do educador Mario Sérgio Cortella. 


quarta-feira, 13 de março de 2013

Dica de Filme


       Filme: As vantagens de ser invisível.

Sinopse e detalhes:
Charlie (Logan Lerman) é um jovem que tem dificuldades para interagir em sua nova escola. Com os nervos à flor da pele, ele se sente deslocado no ambiente. Sua professora de literatura, no entanto, acredita nele e o vê como um gênio. Mas Charlie continua a pensar pouco de si... até o dia em que dois amigos, Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson), passam a andar com ele.



terça-feira, 12 de março de 2013

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE BULLYING



Sintetizado por Profa. Soraya Vital
Assessora Pedagógica de Projetos – Editora Alvorada

1. O que é bullying?
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Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.

"É uma das formas de violência que mais cresce no mundo", afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868 ). Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.
Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podesm apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio.


2. O que não é bullying?
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Discussões ou brigas pontuais não são bullying. Conflitos entre professor e aluno ou aluno e gestor também não são considerados bullying. Para que seja bullying, é necessário que a agressão ocorra entre pares (colegas de classe ou de trabalho, por exemplo). Todo bullying é uma agressão, mas nem toda a agressão é classificada como bullying
Para Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para ser dada como bullying, a agressão física ou moral deve apresentar quatro características: a intenção do autor em ferir o alvo, a repetição da agressão, a presença de um público espectador e a concordância do alvo com relação à ofensa. ''Quando o alvo supera o motivo da agressão, ele reage ou ignora, desmotivando a ação do autor'', explica a especialista.


3. O bullying é um fenômeno recente?
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Não. O bullying sempre existiu. No entanto, o primeiro a relacionar a palavra a um fenômeno foi Dan Olweus, professor da Universidade da Noruega, no fim da década de 1970. Ao estudar as tendências suicidas entre adolescentes, o pesquisador descobriu que a maioria desses jovens tinha sofrido algum tipo de ameaça e que, portanto, o bullying era um mal a combater.
A popularidade do fenômeno cresceu com a influência dos meios eletrônicos, como a internet e as reportagens na televisão, pois os apelidos pejorativos e as brincadeiras ofensivas foram tomando proporções maiores. "O fato de ter consequências trágicas - como mortes e suicídios - e a impunidade proporcionaram a necessidade de se discutir de forma mais séria o tema", aponta Guilherme Schelb, procurador da República e autor do livro Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil (164 págs., Thesaurus Editora tel. (61) 3344-3738).


4. O que leva o autor do bullying a praticá-lo?
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Querer ser mais popular, sentir-se poderoso e obter uma boa imagem de si mesmo. Isso tudo leva o autor do bullying a atingir o colega com repetidas humilhações ou depreciações. É uma pessoa que não aprendeu a transformar sua raiva em diálogo e para quem o sofrimento do outro não é motivo para ele deixar de agir. Pelo contrário, sente-se satisfeito com a opressão do agredido, supondo ou antecipando quão dolorosa será aquela crueldade vivida pela vítima.
''O autor não é assim apenas na escola. Normalmente ele tem uma relação familiar na qual tudo se resolve pela violência verbal ou física e ele reproduz isso no ambiente escolar'', explica o médico pediatra Lauro Monteiro Filho, fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia).
Sozinha, a escola não consegue resolver o problema, mas é normalmente nesse ambiente que se demonstram os primeiros sinais de um praticante de bullying. "A tendência é que ele seja assim por toda a vida, a menos que seja tratado", diz.


5. O espectador também participa do bullying?
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Sim. O espectador é um personagem fundamental no bullying. É comum pensar que há apenas dois envolvidos no conflito: o autor e o alvo. Mas os especialistas alertam para um terceiro personagem responsável pela continuidade do conflito.
O espectador típico é uma testemunha dos fatos, pois não sai em defesa da vítima nem se junta aos autores. Quando recebe uma mensagem, não repassa. Essa atitude passiva pode ocorrer por medo de também ser alvo de ataques ou por falta de iniciativa para tomar partido.
Os que atuam como plateia ativa ou como torcida, reforçando a agressão, rindo ou dizendo palavras de incentivo também são considerados espectadores. Eles retransmitem imagens ou fofocas. Geralmente, estão acostumados com a prática, encarando-a como natural dentro do ambiente escolar. ''O espectador se fecha aos relacionamentos, se exclui porque ele acha que pode sofrer também no futuro.
Se for pela internet, por exemplo, ele ‘apenas’ repassa a informação. Mas isso o torna um coautor'', explica a pesquisadora Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868).


6. Como identificar o alvo do bullying?
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O alvo costuma ser uma criança com baixa autoestima e retraída tanto na escola quanto no lar. ''Por essas características, é difícil esse jovem conseguir reagir'', afirma o pediatra Lauro Monteiro Filho. Aí é que entra a questão da repetição no bullying, pois se o aluno procura ajuda, a tendência é que a provocação cesse.
Além dos traços psicológicos, os alvos desse tipo de violência costumam apresentar particularidades físicas. As agressões podem ainda abordar aspectos culturais, étnicos e religiosos.
"Também pode ocorrer com um novato ou com uma menina bonita, que acaba sendo perseguida pelas colegas", exemplifica Guilherme Schelb, procurador da República e autor do livro Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil (164 págs., Thesaurus Editora tel. (61) 3344-3738).



7. Quais são as consequências para o aluno que é alvo de bullying?
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O aluno que sofre bullying, principalmente quando não pede ajuda, enfrenta medo e vergonha de ir à escola. Pode querer abandonar os estudos, não se achar bom para integrar o grupo e apresentar baixo rendimento.
Uma pesquisa da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) revela que 41,6% das vítimas nunca procuraram ajuda ou falaram sobre o problema, nem mesmo com os colegas.
 As vítimas chegam a concordar com a agressão, de acordo com Luciene Tognetta, doutora em Psicologia Escolar e pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinhas (Unicamp). O discurso deles segue no seguinte sentido: "Se sou gorda, por que vou dizer o contrário?"
Aqueles que conseguem reagir podem alternar momentos de ansiedade e agressividade. Para mostrar que não são covardes ou quando percebem que seus agressores ficaram impunes, os alvos podem escolher outras pessoas mais indefesas e passam a provocá-las, tornando-se alvo e agressor ao mesmo tempo.


ATITUDES DO PROFESSOR

1. O que fazer em sala de aula quando se identifica um caso de bullying?
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Ao surgir uma situação em sala, a intervenção deve ser imediata. "Se algo ocorre e o professor se omite ou até mesmo dá uma risadinha por causa de uma piada ou de um comentário, vai pelo caminho errado. Ele deve ser o primeiro a mostrar respeito e dar o exemplo", diz Aramis Lopes Neto, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria.
O professor pode identificar os atores do bullying: autores, espectadores e alvos. Claro que existem as brincadeiras entre colegas no ambiente escolar. Mas é necessário distinguir o limiar entre uma piada aceitável e uma agressão. "Isso não é tão difícil como parece. Basta que o professor se coloque no lugar da vítima. O apelido é engraçado? Mas como eu me sentiria se fosse chamado assim?", orienta o pediatra Lauro Monteiro Filho.
Veja os conselhos dos especialistas Cléo Fante e José Augusto Pedra, autores do livro Bullying Escolar (132 págs., Ed. Artmed, tel; 0800 703 3444):
- Incentivar a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças, por meio de conversas, campanhas de incentivo à paz e à tolerância, trabalhos didáticos, como atividades de cooperação e interpretação de diferentes papéis em um conflito;
- Desenvolver em sala de aula um ambiente favorável à comunicação entre alunos;
- Quando um estudante reclamar de algo ou denunciar o bullying, procurar imediatamente a direção da escola.


2. Qual o papel do professor em conflitos fora da sala de aula?
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O professor é um exemplo fundamental de pessoa que não resolve conflitos com a violência. Não adianta, porém, pensar que o bullying só é problema dos educadores quando ocorre do portão para dentro. É papel da escola, construir uma comunidade na qual todas as relações são respeitosas.
''Deve-se conscientizar os pais e os alunos sobre os efeitos das agressões fora do ambiente escolar, como na internet, por exemplo'', explica Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação ''As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral'', da Universidade de Franca (Unifran).
''A intervenção da escola também precisa chegar ao espectador, o agente que aplaude a ação do autor é fundamental para a ocorrência da agressão'', complementa a especialista.


3. O professor também é alvo de bullying?
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Conceitualmente, não, pois, para ser considerada bullying, é necessário que a violência ocorra entre pares, como colegas de classe ou de trabalho. O professor pode, então, sofrer outros tipos de agressão, como injúria ou difamação ou até física, por parte de um ou mais alunos.
Mesmo não sendo entendida como bullying, trata-se de uma situação que exige a reflexão sobre o convívio entre membros da comunidade escolar. Quando as agressões ocorrem, o problema está na escola como um todo. Em uma reunião com todos os educadores, pode-se descobrir se a violência está acontecendo com outras pessoas da equipe para intervir e restabelecer as noções de respeito.

Se for uma questão pontual, com um professor apenas, é necessário refletir sobre a relação entre o docente e o aluno ou a classe. ''O jovem que faz esse tipo de coisa normalmente quer expor uma relação com o professor que não está bem. Existem comunidades na internet, por exemplo, que homenageiam os docentes. Então, se o aluno se sente respeitado pelo professor, qual o motivo de agredi-lo?'', questiona Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação "As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral", da Universidade de Franca (Unifran).
O professor é uma autoridade na sala de aula, mas essa autoridade só é legitimada com o reconhecimento dos alunos em uma relação de respeito mútua. ''O jovem está em processo de formação e o educador é o adulto do conflito e precisa reagir com dignidade'', afirma Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Unicamp.


ATITUDES DO GESTOR

1. O que fazer para evitar o bullying?
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A Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) sugere as seguintes atitudes para um ambiente saudável na escola:
- Conversar com os alunos e escutar atentamente reclamações ou sugestões;
- Estimular os estudantes a informar os casos;
- Reconhecer e valorizar as atitudes da garotada no combate ao problema;
- Criar com os estudantes regras de disciplina para a classe em coerência com o regimento escolar;
- Estimular lideranças positivas entre os alunos, prevenindo futuros casos;
- Interferir diretamente nos grupos, o quanto antes, para quebrar a dinâmica do bullying.
Todo ambiente escolar pode apresentar esse problema. "A escola que afirma não ter bullying ou não sabe o que é ou está negando sua existência", diz o pediatra Lauro Monteiro Filho, fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia). O primeiro passo é admitir que a escola é um local passível de bullying. Deve-se também informar professores e alunos sobre o que é o problema e deixar claro que o estabelecimento não admitirá a prática.
"A escola não deve ser apenas um local de ensino formal, mas também de formação cidadã, de direitos e deveres, amizade, cooperação e solidariedade. Agir contra o bullying é uma forma barata e eficiente de diminuir a violência entre estudantes e na sociedade", afirma o pediatra.


2. Como agir com os alunos envolvidos em um caso de bullying?
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O foco deve se voltar para a recuperação de valores essenciais, como o respeito pelo que o alvo sentiu ao sofrer a violência. A escola não pode legitimar a atuação do autor da agressão nem humilhá-lo ou puni-lo com medidas não relacionadas ao mal causado, como proibi-lo de frequentar o intervalo.
Já o alvo precisa ter a autoestima fortalecida e sentir que está em um lugar seguro para falar sobre o ocorrido. "Às vezes, quando o aluno resolve conversar, não recebe a atenção necessária, pois a escola não acha o problema grave e deixa passar", alerta Aramis Lopes, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Ainda é preciso conscientizar o espectador do bullying, que endossa a ação do autor. ''Trazer para a aula situações hipotéticas, como realizar atividades com trocas de papéis, são ações que ajudam a conscientizar toda a turma.
A exibição de filmes que retratam o bullying, como ''As melhores coisas do mundo'' (Brasil, 2010), da cineasta Laís Bodanzky, também ajudam no trabalho. A partir do momento em que a escola fala com quem assiste à violência, ele para de aplaudir e o autor perde sua fama'', explica Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação ''As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral'', da Universidade de Franca (Unifran).

3. Como lidar com o bullying contra alunos com deficiência?
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Conversar abertamente sobre a deficiência é uma ação que deve ser cotidiana na escola. O bullying contra esse público costuma ser estimulado pela falta de conhecimento sobre as deficiências, sejam elas físicas ou intelectuais, e, em boa parte, pelo preconceito trazido de casa.
 De acordo com a psicóloga Sônia Casarin, diretora do S.O.S. Down - Serviço de Orientação sobre Síndrome de Down, em São Paulo, é normal os alunos reagirem negativamente diante de uma situação desconhecida. Cabe ao educador estabelecer limites para essas reações e buscar erradicá-las não pela imposição, mas por meio da conscientização e do esclarecimento.
Não se trata de estabelecer vítimas e culpados quando o assunto é o bullying. Isso só reforça uma situação polarizada e não ajuda em nada a resolução dos conflitos. Melhor do que apenas culpar um aluno e vitimar o outro é desatar os nós da tensão por meio do diálogo. A violência começa em tirar do aluno com deficiência o direito de ser um participante do processo de aprendizagem. É tarefa dos educadores oferecer um ambiente propício para que todos, especialmente os que têm deficiência, se desenvolvam. Com respeito e harmonia.


4. Como deve ser uma conversa com os pais dos alunos envolvidos no bullying?
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É preciso mediar a conversa e evitar o tom de acusação de ambos os lados. Esse tipo de abordagem não mostra como o outro se sente ao sofrer bullying. Deve ser sinalizado aos pais que alguns comentários simples, que julgam inofensivos e divertidos, são carregados de ideias preconceituosas.
''O ideal é que a questão da reparação da violência passe por um acordo conjunto entre os envolvidos, no qual todos consigam enxergar em que ponto o alvo foi agredido para, assim, restaurar a relação de respeito'' explica Telma Vinha, professora do Departamento de Psicologia Educacional da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Muitas vezes, a escola trata de forma inadequada os casos relatados por pais e alunos, responsabilizando a família pelo problema. É papel dos educadores sempre dialogar com os pais sobre os conflitos - seja o filho alvo ou autor do bullying, pois ambos precisam de ajuda e apoio psicológico.


5. O que fazer em casos extremos de bullying?
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A primeira ação deve ser mostrar aos envolvidos que a escola não tolera determinado tipo de conduta e por quê. Nesse encontro, deve-se abordar a questão da tolerância ao diferente e do respeito por todos, inclusive com os pais dos alunos envolvidos.

Mais agressões ou ações impulsivas entre os envolvidos podem ser evitadas com espaços para diálogo. Uma conversa individual com cada um funciona como um desabafo e é função do educador mostrar que ninguém está desamparado.
''Os alunos e os pais têm a sensação de impotência e a escola não pode deixá-los abandonados. É mais fácil responsabilizar a família, mas isso não contribui para a resolução de um conflito'', diz Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A especialista também aponta que a conversa em conjunto, com todos os envolvidos, não pode ser feita em tom de acusação. ''Deve-se pensar em maneiras de mostrar como o alvo do bullying se sente com a agressão e chegar a um acordo em conjunto. E, depois de alguns dias, vale perguntar novamente como está a relação entre os envolvidos'', explica Telma.
É também essencial que o trabalho de conscientização seja feito também com os espectadores do bullying, aqueles que endossam a agressão e os que a assistem passivamente. Sem que a plateia entenda quão nociva a violência pode ser, ela se repetirá em outras ocasiões.