quarta-feira, 21 de março de 2012

10 dicas para incentivar o seu filho a ler



Assim: eu brincava de construtora, livro era tijolo; em pé, fazia parede, deitado, fazia degrau de escada; inclinado, encostava em um outro e fazia telhado. E quando a casinha ficava pronta eu me espremia lá dentro pra brincar de morar em livro." O relato é de Lygia Bojunga. Quando criança, ela fazia do livro um brinquedo. Já adulta, transformou-se em uma das principais escritoras brasileiras de livros infantis. A história de Lygia ilustra e comprova a teoria de que o contato com os livros desde cedo é importante para incentivar o gosto pela literatura.

Os benefícios da leitura são amplamente conhecidos. Quem lê adquire cultura, passa a escrever melhor, tem mais senso crítico, amplia o vocabulário e tem melhor desempenho escolar, dentre muitas outras vantagens. Por isso, é importante ler e ter contato com obras literárias desde os primeiros meses de vida. Mas como fazer com que crianças em fase de alfabetização se interessem pelos livros? É verdade que, em meio a brinquedos cada vez mais lúdicos e cheios de recursos tecnológicos, essa não é uma tarefa fácil. Mas pequenas ações podem fazer a diferença.

"O comportamento da família influencia diretamente os hábitos da criança. Se os pais leem muito, a tendência natural é que a criança também adquira o gosto pelos livros", afirma Rosane Lunardelli, doutora em Estudos da Linguagem e professora Universidade Estadual de Londrina (UEL). A família tem o papel, portanto de mostrar para a criança que a leitura é uma atividade prazerosa, e não apenas uma obrigação, algo que deve ser feito porque foi pedido na escola, por exemplo. "As crianças precisam ser encantadas pela leitura", diz Lucinea Rezende, doutora em Educação e também professora da UEL.

Para seduzir pela leitura, há diversas atividades que os pais e outros familiares podem colocar em prática com a criança e, assim, fazer do ato de ler um momento divertido. No período da alfabetização - antes dela e um pouco depois também -, especialistas sugerem que se misture a leitura com brincadeira, fazendo, por exemplo, representações da história lida, incentivando a criança a criar os próprios livros e pedindo que a criança ilustre uma história. "Para encantar as crianças pequenas, é essencial brincar com o livro", recomenda Maria Afonsina Matos, coordenadora do Centro de Estudos da Leitura da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Maria Afonsina também dá uma dica: nunca reclame dos preços dos livros diante do seu filho. "O livro precisa ser valorizado", diz ela.

Siga as dicas para transformar o seu filho em fase de alfabetização em um pequeno grande leitor:

1. Respeite o ritmo do seu filho:
Não se preocupe se o livro escolhido pelo seu filho parecer infantil demais. Cada criança tem um ritmo diferente. O importante é que o livro esteja sempre presente. A criança costuma dar sinais quando se sente preparada para passar para um próximo nível de leitura. "É preciso estudar o outro, entender o que ele gosta e respeitar as preferências", afirma Maria Afonsina Matos, coordenadora do Centro de Estudos da Leitura da Uesb.

2. Siga o gosto do seu flho:
Talvez o que o seu filho gosta de ler não seja exatamente o que você gostaria que ele lesse. Mas, para adquirir o hábito a leitura, é preciso sentir prazer. Então, se o seu filho prefere ler livros de super-heróis aos clássicos contos de fada, por exemplo, não se preocupe (e nem pense em proibi-lo!). "É importante entender a criança e lhe proporcionar leituras que atendam aos seus desejos", diz Rosane Lunardelli, da UEL.

3. Faça passeios que tragam a leitura para o cotidiano:
"Os pais precisam dar possibilidades para que as crianças se sintam envolvidas pela leitura", recomenda Lucinea Rezende, da UEL. Por isso, no seu tempo livre, procure fazer atividades com o seu filho que você possa relacionar com um livro. Uma ida ao zoológico, por exemplo, torna-se muito mais interessante depois que a criança leu um livro sobre o reino animal. E vice-versa: uma leitura sobre animais é mais bacana depois que a criança teve a oportunidade de ver de perto os bichinhos. E, assim como essa, há muitas outras maneiras de juntar passeios de fim de semana com a leitura: livro de experiências + visita a museu de ciências, livro de história + passeio em local histórico, visita a museu de arte + livro infantil sobre arte... As possibilidades são inúmeras!

4. Incentive o seu filho a ler todas as noites:
E, se ele ainda não for alfabetizado, conte histórias para ele antes de dormir. Por isso, é importante que ele tenha uma fonte de iluminação direta ao lado da cama, como um abajur. Uma ideia bacana é dar um presente para a criança nos fins de semana: permita que ela fique acordada até um pouco mais tarde para ler na antes de dormir. A professora Maria Afonsina Matos, da Uesb, relata que costumava contar histórias para os seus filhos todas as noites. "Hoje eles são adultos que leem muito", conta.4. Incentive a leitura antes de dormir:

5. Improvise representações do livro:
"Concluída a leitura de um livro, os pais podem organizar peças de teatro baseadas na obra", sugere Lucinea Rezende, da UEL. Uma boa ideia é convidar outras crianças para participar da atividade. Os adultos podem ajudá-las a elaborar uma espécie de roteiro e pensar nas vestimentas e nos cenários a serem criados. Depois dos ensaios, a peça pode ser apresentada para um grupo de pais ou para toda a família. Também é interessante gravar com o celular ou uma filmadora a encenação da peça, para que depois a criança possa ver o próprio desempenho.

6. Publique o livro do seu filho:
Proponha para o seu filho que ele faça o próprio livro. "As crianças gostam de criar histórias, viver personagens, imaginar paisagens", diz Maria Afonsina Matos, da Uesb. Primeiro, peça que ele tire fotos (e imprima-as) ou recorte figuras de revistas antigas. Depois, a partir das imagens, peça que ele escreva uma história. Ajude-o a criar uma capa para o livro e, por fim, coloque-o na estante, junto com outros livros. Que criança não adoraria ter um livro de sua autoria na biblioteca de casa?

7. Organize um clube do livro:
Convide amigos e colegas de escola do seu filho para uma espécie de festa da leitura. No início, cada criança lê o trecho de um livro que pode até ser escolhido por eles (mas com orientação dos adultos). Depois de lida a obra, organize um debate sobre a história. Tudo isso pode ser feito durante uma tarde de sábado ou domingo, com direito a guloseimas que as crianças adoram, como cachorro-quente e chocolate quente (no fim de semana, pode!). "Na infância, a leitura tem de estar ligada a uma atividade divertida", afirma Rosane Lunardelli, da UEL.

8. Ajude-o a ler melhor:
Muitas crianças ficam frustradas por ler muito devagar em voz alta. Se é o caso do seu filho, você pode ajudá-lo fazendo exercícios, como cronometrar o tempo que ele leva para ler um texto ou o trecho de um livro em voz alta. A atividade pode ser repetida várias vezes em dias diferentes e, assim, a criança vai poder comprovar o próprio desenvolvimento. Para aprimorar a atividade, peça que ele faça vozes diferentes para cara personagem da história. "A sonoridade fascina as crianças", explica Lucinea Rezende, da UEL.

9. Não pare de ler para ele:
Após a alfabetização, é importante incentivar que a criança leia sozinha, mas isso não significa que você deva parar de ler para ela. Quando um adulto lê em voz alta um livro um pouco mais difícil, a criança é capaz de compreendê-lo, o que provavelmente não aconteceria se ela estivesse lendo sozinha. Abuse das vozes diferentes, dos sons, das entonações. Assim, a história fica muito mais emocionante. Parlendas e músicas, por exemplo, são ideais para serem lidas em voz alta. "Histórias lidas em voz alta e com emoção deixam as crianças mais leves, mais soltas", afirma Maria Afonsina Matos, da Uesb.

10. Frequente livrarias e bibliotecas:
"Para adquirir o gosto pela leitura, a criança precisa se familiarizar com o ambiente de leitura", diz Rosane Lunardelli, da UEL. E, enquanto o acervo literário de casa é limitado, nas livrarias e nas bibliotecas a criança pode ter contato com uma infinidade de obras diferentes. Transforme as idas a livrarias, bibliotecas e feiras do livro em um programa de fim de semana. Hoje, nas grandes cidades, muitas livrarias e bibliotecas públicas oferecem atividades específicas para as crianças. E esse programa ainda é de graça. Algumas livrarias, inclusive, têm espaços para leitura (sem que os livros precisem ser comprados!).


* Matéria extraída do site Educar para Crescer: http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/incentivar-leitura-624840.shtml

terça-feira, 20 de março de 2012

Seus alunos usam muito o celular?

Foto: Blog do Meireles

Analise com a turma o impacto das novas tecnologias no dia a dia dos alunos e compare os recursos utilizados ontem e hoje para a transmissão de informações. 

Objetivos: - Problematizar o impacto das tecnologias de informação e comunicação na vida cotidiana, especialmente por meio do uso dos smartphones.
- Proporcionar aos alunos uma visão geral sobre a convergência digital, compreendida como a integração de diversos serviços e tecnologias em uma mesma plataforma ou dispositivo tecnológico.

Conteúdos:
- Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s).
- Convergência digital.
- Sociologia.

Tempo estimado:  Duas aulas

Material necessário:
- Cópias do artigo “Homo connectus”, de Roberto Pompeu de Toledo para todos os alunos

Introdução Conforme o texto de Roberto Pompeu de Toledo, publicado em Veja, os smartphones alteraram de maneira significativa a vida cotidiana de muitas pessoas (nos comportamos agora como os Homo Connectus descritos pelo colunista). A metáfora bem-humorada sugere que para essa “nova espécie” a conectividade proporcionada pelas tecnologias atuais é praticamente indissociável das demais atividades sociais dos indivíduos.

Este plano de aula reúne elementos para uma melhor compreensão sobre as formas de comunicação atuais e seus impactos sociais. Mais especificamente, a partir da crítica do colunista, procura proporcionar aos alunos os argumentos para a compreensão daquilo que se convencionou chamar de “convergência digital”, representada em grande medida pelos serviços de telefonia e equipamentos como os smartphones.

Desenvolvimento 1ª aula Inicie a aula com uma conversa com os alunos, procurando saber a opinião deles sobre conectividade. O que o termo significa para eles? Procure saber como eles se comunicam no dia a dia com os amigos e familiares, e também se eles se consideram pessoas conectadas. Perguntas como “Quantos e-mails ou torpedos você envia por dia?” podem ser uma boa maneira de animar a discussão.



Em seguida, distribua as cópias da coluna de Roberto Pompeu de Toledo publicada em Veja e conduza uma leitura dirigida, esclarecendo eventuais dúvidas. Após a leitura, pergunte aos alunos se eles concordam com o texto e peça que eles argumentem a respeito. Finalmente, utilizando elementos do texto de apoio abaixo, estimule a discussão sobre os impactos da conectividade no comportamento humano.

O ganhador do Prêmio Nobel de Física de 1978, Arno Penzias, certa vez afirmou que “a internet ignora os três conceitos básicos da física: o tempo, a massa e o espaço”. A frase, no entanto, pode ser aplicada para a maioria dos métodos de comunicação atuais: em primeiro lugar, a informação eletrônica é composta de impulsos elétricos (por isso não tem massa), podendo ser veiculada e reproduzida a um custo baixíssimo; além disso, os avanços tecnológicos possibilitaram que os meios de comunicação se difundissem como nunca antes, tornando-se acessíveis por meio de equipamentos individuais e superando as barreiras tradicionalmente impostas pelo tempo e espaço.

Pense em um método de comunicação mais “antigo” como, por exemplo, a carta. Até pouco tempo atrás, para uma informação escrita chegar a seu destinatário, era necessário que ela se deslocasse fisicamente do remetente ao destinatário, em um processo que tomava certo período de tempo. Na prática, os avanços tecnológicos simplificaram e aceleraram esse processo, de maneira que um SMS ou e-mail de certa forma “ignoram” as barreiras impostas pelo tempo e o espaço – a comunicação não depende mais do contato direto entre os interlocutores ou do deslocamento de um meio físico.  Hoje, a informação navega em tempo real.
Anthony Giddens, famoso sociólogo britânico, chama esse fenômeno de “separação de tempo e espaço”, indicando que ele possui desdobramentos práticos muitas vezes não percebidos. O autor aponta que esse processo é “fundamental para o maciço dinamismo que a modernidade introduz nas questões sociais humanas”, muitas vezes causando um “desencaixe” entre os indivíduos e os sistemas sociais que eles habitam (o que explicaria, por exemplo, os usuários de smartphones estarem sempre conectados com coisas distantes, muitas vezes ignorando o espaço onde estão fisicamente).
Portanto, de forma resumida, o avanço das tecnologias libertou nossa sociedade contemporânea das restrições físicas dos antigos métodos de comunicação. Porém, essas facilidades fizeram com que a comunicação não tenha mais hora e nem lugar específicos para acontecer. Ou seja: a comunicação pode acontecer a qualquer hora e em todo lugar, e qualquer demora pequena em se comunicar pode significar um problema social (não saber do último boato, perder uma oportunidade de negócios, não saber das últimas notícias etc.). Talvez por isso os smartphones e tablets sejam tão disseminados atualmente, pois podem ser considerados como nossa ferramenta para o ato de se comunicar em uma modernidade que superou o tempo e o espaço.
Discuta as ideias acima com a turma e se possível, utilize outros exemplos de meios de comunicação “antigos” (telegramas, cartão postal, “fofoca”), comparando-os com opções atuais (Twitter, Facebook, chat em vídeo). Termine a discussão propondo um exercício de pensamento para os alunos, indagando sobre como seria a vida deles sem os métodos de comunicação atuais. Se julgar necessário, peça que escrevam um texto dissertativo a respeito, que deve ser entregue na próxima aula.

2ª aula Inicie a segunda aula com uma breve revisão da aula anterior e ressalte a ideia de que as tecnologias permitiram que o mundo moderno “suspendesse” a maioria das restrições físicas à comunicação humana. Em seguida, apresente aos alunos o conceito de “convergência digital”, conforme a citação abaixo e a leitura sugerida:


A integração de tecnologias e serviços, compartilhando o mesmo meio (…) é o que se chama convergência digital. Acesso à internet pela televisão, uso de telefonia e transmissões de rádio pela internet e até o uso de celulares para assistir TV são alguns exemplos de convergência digital (Leon, 2009).

Procure saber se todos estão familiarizados com o conceito de smartphone. Lembre-se, um smartphone é um aparelho eletrônico que agrega funções diversas, misturando as funções dos celulares com recursos dos computadores. Se necessário, utilize exemplos de produtos que se enquadram na classificação (iPhone, Blackberry etc.). Incentive os alunos a enumerarem e descreverem as tecnologias contidas nos smartphones (para citar apenas algumas: telefonia móvel, mensagens de texto, acesso à Internet, captura de imagens e vídeos... certamente, a turma vai lembrar muitas outras funcionalidades para os gadgets disponíveis no mercado).

Em seguida, problematize a relação entre os equipamentos tecnológicos e os fenômenos sociais discutidos anteriormente (a facilidade de comunicação e seus impactos sociais). Na opinião deles, os smartphones são um exemplo de “convergência digital”? Qual seria o papel desses aparelhos tecnológicos nos processos de comunicação atuais? Eles facilitam a convivência entre as pessoas? Eles podem atrapalhar?

Por fim, peça que os alunos, individualmente, elaborem um texto curto (até quatro parágrafos), utilizando os elementos presentes na coluna de Roberto Pompeu de Toledo e os assuntos discutidos em aula. Para direcionar a produção de textos, você pode sugerir temas como “Um mundo conectado”, “Os aspectos negativos da convergência digital”, “Comunicação e informação: ontem e hoje”.

Avaliação Os alunos devem ser avaliados de acordo com a participação nas discussões em sala de aula; a compreensão dos temas abordados (impacto das tecnologias de comunicação, convergência digital); a clareza e a criatividade dos textos elaborados em sala de aula. É importante que, ao final das aulas, eles saibam o que é a convergência digital.


Quer saber mais?

BIBLIOGRAFIA
Convergência digital: mídias integradas. Leon, André. In ComCiência – Revista Eletrônica de Jornalismo Científico. Dossiê Utopias Virtuais, agosto de 2009. Disponível em
http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=48&id=594
Modernidade e identidade (capítulo 1, Os contornos da alta modernidade). Giddens, Anthony. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2002.

Fonte: Site Revista Escola Abril

segunda-feira, 19 de março de 2012

Compartilhando as atividades

Animação, criatividade e muita vontade de trabalhar! Assim vendo sendo o resultado dos professores que participaram da capacitação ocorrida nos dias 1º e 2 de março, em Campo Grande. Motivados e empolgados pelo Projeto Tosco em Ação, eles estão colocando a mão na massa e mostrando que é possível trabalhar com temas como violência, bullying e drogas, de uma forma leve e flúida.

Através das atividades propostas no livro complementar, "Compreendendo Tosco", várias ações estão sendo implementadas em suas cidades. Para conferir as fotos em nossa fanpage clique aqui

Veja alguns exemplos enviados:




 





sexta-feira, 16 de março de 2012

Tosco - Depoimento professora Silvana SED/MS

Veja o depoimento de professores e técnicos que já começaram a trabalhar com o livro TOSCO em suas escolas e o que estão achando dos resultados.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Tosco - Depoimento professor André Luiz SED/MS

Veja o depoimento de professores e técnicos que já começaram a trabalhar com o livro TOSCO em suas escolas e o que estão achando dos resultados.
 
 

terça-feira, 13 de março de 2012

Vídeo blog Editora Alvorada

Através da tecnologia é possível compartilhar informações e novos experimentos, como este vídeo blog que a Editora Alvorada acaba de lançar. Apresentado pela jornalista Elaine Valdez, periodicamente estaremos dando sugestões culturais e dicas de livros para você que é antenado e gosta de ficar bem informado.

E adivinha qual o livro que escolhemos para nossa estreia? Devido o sucesso, resolvemos começar por este belo projeto que vem despertando o interesse de jovens estudantes e educadores em todo Brasil. Se você ainda não conhece o Tosco, a hora é agora.

Em breve, teremos mais novidades, continue nos acompanhando!



segunda-feira, 5 de março de 2012

Escolas Estaduais iniciam hoje projeto “Tosco em Ação”


Palestra Gilberto Mattje, autor do livro Tosco
Olhares atentos, anotações, risos, mãos levantadas procurando sanar dúvidas. O evento “Seminário de Capacitação do Projeto TOSCO”, realizado nos últimos dia primeiro e dois de março, foi marcado por palestras, debates, apresentação de conteúdo, dinâmicas em salas de aula e animação teatral. Com uma avaliação positiva do evento, professores saíram renovados de Campo Grande.

Ao todo, cerca de 350 coordenadores de área de Língua Portuguesa, novo cargo da Secretaria de Estado de Educação (SED/MS), retornaram as suas cidades com uma missão: dar início ao projeto “Tosco em Ação – Combatendo a Violência nas escolas da Rede Estadual de Ensino”. Após dois dias de capacitação coordenadores repassam o que aprenderam sobre o TOSCO para comunidade escolar. 
Gilberto Mattje distribui autógrafos durante evento

Entre os palestrantes da capacitação Gilberto Mattje, mestre em psicologia e autor do livro "Tosco", Ricardo Leite, coordenador do "Escola 2.0" e especialista em novas tecnologias educacionais e Gilnei Maciel, coordenador pedagógico da Editora Alvorada e responsável pela execução do projeto. Momentos de descontração também fizeram parte da programação, como ginástica laboral e teatro com o grupo Mercado Cênico.
Dinâmicas e teatro marcaram o evento

O primeiro passo agora é criar um plano de ação junto à secretaria e diretoria da escola, e que envolva toda a comunidade escolar para aplicação de metodologias e atividades para minimizar a violência nas salas de aula, baseadas no livro "Tosco", de Gilberto Mattje. As ações são por meio da identificação e reflexão dos adolescentes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e do 1º ano do ensino médio.

A Capacitação - "Essa capacitação foi excelente, nunca achei que o tempo passou tão rápido em uma capacitação. Tivemos momentos encantadores entre conhecimentos e motivação para trabalhar. Não imaginei que voltasse para minha escola com tantas informações", afirma Eletízia Fiuza Sales, por meio da rede social do "Tosco", professora da Rede Estadual em Três Lagoas.
Trabalhos em sala de aula
Gilnei Maciel também faz uma avaliação positiva, principalmente em relação a participação e aceitação do projeto por parte dos educadores. "O que precisamos agora é envolver toda a comunidade escolar e também as famílias desses adolescentes. Tivemos momentos maravilhosos durante a capacitação. O que precisamos agora é que todos se envolvam nessa causa da redução da violência. No que depender do entusiasmo dos coordenadores, tenho certeza, teremos êxito", diz Gilnei.
Palestra Gilnei Maciel, coordenador pedagógico Editora Alvorada

Para a secretária de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul, Maria Nilene Badeca da Costa, “esse trabalho sempre foi um anseio e agora encontramos o material necessário para o correto desenvolvimento. A prevenção é a principal ferramenta que temos, com o Projeto Tosco em Ação atingiremos nossa meta de diminuir a violência e a evasão, que muitas vezes é ocasionada pela falta de apoio e compreensão aos estudantes”, ressalta.
Equipe de técnicos e professores multiplicadores do projeto - SED/MS

O Tosco - De acordo com Gilberto Mattje, autor do livro, “Tosco nasceu da percepção da dificuldade em lidar com o tema da violência em suas diferentes formas com os jovens adolescentes. A maioria dos materiais paradidáticos que se propõe a abordar o tema, apenas fornecem informações, outros dão broncas ou conselhos. A ideia do livro Tosco é interagir com o adolescente de forma que este se identifique com a história”, explica.
 
Dinâmicas de sociabilização durante a capacitação dos coordenadores