quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Cheio de polêmicas, documentário "Bully" traz histórias de jovens nos EUA

O bullying é considerado um problema mundial de comportamento, principalmente em adolescentes.

Há quem ache absurdo uma criança sofrer qualquer tipo de agressão, verbal ou física, dentro de uma escola supervisionada por pedagogos e professores. Outros preferem pensar que o bullying "forma caráter" e que as brincadeiras entre jovens são, em geral, inofensivas.

A opinião do cineasta Lee Hirsch, registrada no documentário "Bully", é transmitida por meio de jovens norte-americanos que passaram pelo problema e emprestam ao filme um tom de confissão e desabafo. O documentário tem estréia prevista para o dia 9 de dezembro no Brasil. 

O personagem principal do documentário é Alex, um estudante de 12 anos que mora em Sioux City, no estado de Iowa. Diariamente Alex é alvo de bullies, principalmente no caminho percorrido dentro do ônibus escolar. Com câmeras ocultas, a produção do documentário registrou socos no braço e empurrões no garoto. A opinião dos pais e coordenadores da escola só muda quando as imagens das agressões são mostradas.

Nos Estados Unidos, o documentário gerou polêmica entre as redes de cinema, pois a produtora responsável pelo longa se recusava a utilizar a recomendação indicativa de que o filme devereria ser para 18 anos. No final das contas, os produtores editaram parte do material, enquanto a classificação indicativa foi reduzida para 13 anos.

Confira o trailer do documentário:



quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Rede social e Tosco em Ação no mesmo lugar? Sim!


Olá galera do Tosco em Ação!

Você já sentiu falta de compartilhar as ações do Tosco em Ação da sua escola com outros professores mas não sabia como encontrá-los? Ou quis tentar uma dinâmica diferente, mas não tinha idéias do quê ou de como fazê-la? Ou até pensou em montar um grupo para discussão, mas não tinha onde fazê-lo?

Foi pensando nisso que a Editora Alvorada criou uma Rede Social totalmente voltada para o setor da educação.

A Rede Tosco!


A Rede Tosco é uma rede social desenvolvida pela Editora Alvorada para facilitar e compartilhar as atividades ligadas a educação. Estamos em um novo momento. Com a chegada da Web 2.0, aproveitamos esta nova plataforma para obter mais contatos e mais conhecimento. Desta forma, desenvolvemos aplicativos inteligentes que otimizam os efeitos em rede.

E em um mundo globalizado, onde as relações virtuais são cada vez mais comuns, nada melhor que ter mais relacionamentos de pessoas com o mesmo ideal.

Acesse agora: www.redetosco.com.br e clique em "Quero me cadastrar" e caso tenha conta no Facebook, é só linkar sua conta com a Rede Tosco clicando em "Entrar com Facebook". Esperamos por você!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Dica de filme!

Mais uma terça-feira com dica de filme para o projeto Tosco em Ação! Porém, como a classificação do filme é de 14 anos, orientamos assistir ao filme antes e decidir se é aconselhável passar aos jovens. O filme de hoje é Escritores da Liberdade (2007).


Abordagem: importância do professor na formação do caráter, inclusão social, respeito às diferenças.

Erin Gruwell (Hilary Swank) é uma jovem professora que é designada para lecionar em um colégio onde estudam alunos de baixa-renda. Cheia de motivação, Erin não recebe apoio da diretora nem de seus alunos. Mas sua determinação a faz seguir em frente em sua odisséia.

Ao tentar fazer com que leiam o “O Diário de Anne Frank”, é reprimida pela diretora, que diz que os livros do acervo da escola serão destruídos. Por isso, Erin resolve investir seu próprio dinheiro em cadernos para que cada um deles construa um diário. Assim que a professora começa a ler os diários, começa a entender a realidade dos jovens alunos, criando uma relação de amizade e compreensão com eles.

Filme emocionante que mostra como a determinação de professores a alunos pode mudar a realidade em uma sociedade violenta.

Assista ao trailer:

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Dica de livro!


Olá visitantes do Blog Tosco em Ação! Decidimos reservar toda segunda-feira para uma dica valiosa de livros sobre educação que podem ser utilizados no projeto Tosco em Ação.

Vamos abrir a nossa primeira sessão literária com o livro recém-saído do forno, "Bullying não é brincadeira", de Valeria Rezende da Silva.

Durante seu trabalho como Orientadora Educacional em grandes escolas, Valeria teve contato diário com dilemas vividos pelos estudantes. Nesse tempo, se aprofundou no tema bullying e, após uma temporada de estudos nos Estados Unidos e a criação de um site, lançou seu primeiro livro no dia 22 de outubro. O objetivo é compartilhar com pais e educadores a visão prática de quem vivenciou de perto os dramas causados pelo problema.

Com mais de mil acessos diários, o site "Bullying não é brincadeira", criado por ela,  tornou-se uma referência para assuntos sobre bullying em diferentes cidades e Valeria passou a dar palestras em escolas e entrevistas para importantes canais de comunicação, contribuindo, por exemplo, para a reportagem de capa da Veja sobre o tema em 2011.

Além de estudos atuais sobre bullying em todo o mundo, o livro é enriquecido por diversos depoimentos reais e pela visão prática de quem passou anos dentro de escolas.

O diretor da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e Diretor da Sucursal do Rio de Janeiro do Estadão, Marcelo Beraba, assina a orelha do livro. “Este livro é um safanão. Os depoimentos são emocionantes, de uma sinceridade e de uma coragem que nos obrigam a rememorar tudo o que vivemos no período escolar, na infância e na adolescência, e a repensar cenas e momentos que imaginávamos normais, mas que eram cenas e momentos de grandes sofrimentos para as crianças e jovens vítimas do escárnio público”, afirma Marcelo. “Não é um livro acadêmico, é uma conversa amorosa – dura, orientadora, mas amorosa –com pais e educadores”, completa o jornalista.

O livro “Bullying não é brincadeira” tem 172 páginas e está à venda no site www.bullyingnaoebrincadeira.com.br por apenas R$ 29,90.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Professora cria "remédio" contra bullying em escola da periferia de São Paulo



Por Fernanda Cruz

São Paulo Quando adolescente, a professora Deyse da Silva Sobrino media 1,72 metro e pesava 45 quilos. A garota alta e magra sofria quando era chamada pelos colegas de “pau de catar balão” e “vareta de bilhar”. Na época, o termo bullying ainda não existia, mas a prática de criar apelidos maldosos e agredir de forma física ou verbal já fazia parte do cotidiano das escolas.

Atualmente, Deyse tem 60 anos e três formações: biologia, pedagogia e direito. Ela dá aulas há 42 anos e tenta passar aos seus alunos ensinamentos que vão além da informática que ministra na Escola Municipal de Ensino Fundamental José Bonifácio, localizada na zona leste, periferia da capital paulista. “Isso [o bullying] nunca me afetou. Eu estava bem comigo mesma. É isso que tento passar ao aluno, que se sinta bem com ele mesmo”.

Andresson Silva, 13 anos, estudante do 8º ano, seguiu o conselho da professora Deyse. O menino tem um grau de deficiência visual e, por usar óculos, recebia apelidos maldosos dos outros meninos. “Era muito ruim. Todo dia chegavam com uma brincadeira de maldade. Eles me pegavam, jogavam no chão, empurravam, me batiam, xingavam. Pegavam meus óculos e jogavam no chão. Eu não suportava a pressão”. Ele conta que tem poucos amigos e sofreu bullying desde os 5 anos de idade. Por medo, Andresson evitava o assunto com os pais, mas encontrou apoio na professora que já viveu o mesmo problema.

“O aluno vêm me contar seus segredos e não conto a ninguém. Se ele confiou em mim, por que vou contar para os outros? Esse relacionamento de professor e aluno é a base. Se não tiver isso, não há diálogo, não existe amizade”, disse a professora.

Mas a grande mudança para Andresson e os outros alunos, que têm entre 5 e 17 anos, veio em 2010, quando Deyse decidiu tomar uma atitude contra o bullying em toda a escola. Ela distribuiu um questionário anônimo para uma parte dos estudantes (309 alunos) contendo perguntas como: você já sofreu bullying? Já praticou? Já viu alguém praticando?

O resultado surpreendeu a professora, que leciona na José Bonifácio há 15 anos: 70% dos alunos já presenciaram a prática, 44,5% já foram vítimas, 38,5% admitiram ter praticado bullying alguma vez na vida e 9,7% praticam constantemente. Os ambientes escolares onde o bullying esteve mais presente foram o pátio e a sala de aula.

Para reverter essa situação, a professora criou um medicamento fictício com a ajuda dos alunos, chamado Sitocol. Sob o slogan “Tomou o Sitocol hoje?”, o remédio tem uma bula, escrita de forma coletiva entre os alunos. “Ele age no organismo produzindo consciência, modificando a maneira de agir das pessoas, o sentimento. Se usado em excesso, o Sitocol vai fazer rir muito e ter muita felicidade”, destacou a professora.

Com a campanha, a redução da prática do bullying na escola foi considerável. Em média, 700 alunos têm recebido, por ano, as orientações da professora Deyse, distribuídas por 21 turmas. Ela planeja reaplicar o questionário entre os alunos no próximo ano, mas relata que a melhora na atitude deles pode ser vista pelos corredores da instituição. “Antes, quando a gente subia a escadaria eu via os alunos grandes pegando os pequenos pelos braços e arrastando pelo corredor, com ar de poderosos. O outro esperneava de vergonha. E eu mandava soltar. Mas isso era frequente”.

A professora presenciava também outras situações humilhantes vividas por vítimas de bullying. Certa vez, um aluno jogou o conteúdo da mochila de um colega no pátio da escola. Os alunos que passavam naquele momento ajudavam a chutar os pertences, que se espalharam pelo chão. Deyse ajudou a vítima a recolher todo o material. “Eu não me conformava com essas coisas. Resolvi fazer esse trabalho tendo em vista essas ocorrências, que me deixavam desesperada”.

A aluna Pamela da Silva Bonfim, 11 anos, do 6º ano, que antes ouvia xingamentos e até apanhava, conta que agora vive de outra forma. “Antes, eu ia para a minha cama, começava a chorar. Agora esses apelidos não influenciam em nada. Eles me chamavam de baixinha e tenho esse apelido até hoje, mas não me importo”.

Ao ser apelidada de sem dente, a estudante Ana Paula Prazeres de Ornelas, 11 anos, do 6º ano, mostrou confiança ao enfrentar situação parecida. “Desde o ano passado, começaram a me chamar de sem dente. Eu falo para as pessoas que me xingam que isso não me incomoda, que não vou ficar sofrendo por causa delas. Eles dizem que fazem isso por diversão, mas não acho que seja divertido fazer as outras pessoas sofrerem”.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-10-15/professora-cria-remedio-contra-bullying-em-escola-da-periferia-de-sao-paulo

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Dica de filme!

Hoje é dia de sugestão de filme ligado ao projeto Tosco e a dica é o filme Gênio Indomável (1997).

Abordagem: importância do estudo e professor, inclusão, força de vontade.

Tudo começa quando o professor Lambeau, de uma conceituada instituição universitária norte-americana coloca no quadro-negro um problema matemático que julga ser de impossível solução pelos alunos que frequentam suas aulas.

Alguns dias depois de ter apresentado o aparente "enigma da pirâmide", o professor é surpreendido com a resposta anotada numa das lousas do corredor da universidade. O que foi descoberto a seguir surpreendeu ainda mais o professor, pois o autor de tal feito foi um dos jovens responsáveis pela limpeza e manutenção do ambiente, uma pessoa que nem ao menos frequentava os cursos e que circulava pelo local como servente da instituição: Will Hunting (Matt Damon).

Will é um gênio, mas não consegue aceitar seu dom e prefere usar a máscara de um jovem encrenqueiro, debochado e violento. Ele tem vinte anos, é órfão e escolhe para amigos pessoas pouco ou nada recomendáveis. Além de possuir uma ficha criminal composta por vários delitos, ele procura empregos que não exigem grandes habilidades intelectuais e trabalha então como faxineiro.

O professor Lambeau descobre o dom de Will e deseja tê-lo em sua equipe de matemática, passa a buscar o auxílio para resolver os dilemas de Will e, dessa forma, encaminhá-lo para uma brilhante carreira. O filme Gênio Indomável nos revela como a superdotação pode nascer mesmo nos ambientes mais desfavoráveis, onde existem pressões sociais e financeiras.

Filme lindo e entusiasmante que vale muito a pena assistir!

Portal Educação realiza 1º Simpósio Virtual de Psicologia com autor de "Tosco"





No dia 31 de outubro, a partir das 14 horas (horário de Brasília), será realizado o 1º Simpósio Virtual de Psicologia, promovido pelo Portal Educação. Serão cinco horas de palestras sobre diversos temas relacionados à psicologia e suas vertentes. O Simpósio é de graça.

Dentre os convidados para ministrar as palestras, estará presente o psicólogo e filósofo Gilberto Dari Mattje, especialista em psicanálise, Mestre em psicologia social e da saúde e autor do livro “Tosco”.  A palestra de Gilberto, “Psicologia e Bullying” estará disponível on-line às 16h25min. Na apresentação, Gilberto vai explicar a definição de Bullying, suas características, causas, consequências e formas de prevenção. 

Depois, vai comentar seu livro "Tosco" como ferramenta para a promoção da cultura de paz. O livro tornou-se famoso por ser trabalhado como forma de diminuição da violência e Bullying entre jovens e adolescentes na Rede Estadual de Educação e algumas escolas municipais de diversas cidades do país. Após a realização de projetos relacionados ao livro, constatou-se que a agressividade diminuiu 35% entre os jovens leitores. 

Além de Gilberto, o Simpósio também contará com a presença de membros do Conselho Federal de Psicologia; Alessandra Rios Sanches, membro da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas (FBTC); Renata Evarini, especialista em "Psicoterapia de Orientação Psicanalítica" e psicóloga no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e Lara Nassar Scalise, arteterapeuta e Doutora em educação. Após o término das apresentações, será realizada uma Mesa Redonda com os palestrantes.

Para se inscrever ou conferir a programação do Simpósio, basta acessar o link clicando aqui ou na imagem acima e depois clicar no ícone “inscreva-se”. 


Por Andréia Menezes Lorenzoni