terça-feira, 17 de abril de 2012

Educação alimentar na infância: dicas para pais e professores

* Cristiane Ferreira
Crédito da foto: eduqueseupaladar.blogspot.com

Os médicos recomendam que até os seis meses de idade a criança seja amamentada pela mãe. Porém, após esse período, a introdução de novos alimentos e a aquisição de hábitos alimentares saudáveis nem sempre é fácil. Por isso, é necessário que escola e família trabalhem em conjunto para desenvolver um programa de educação alimentar para bebês e crianças pequenas.

Para a educação alimentar ser eficiente, não se deve falar de comida apenas no momento das refeições. Essa conversa deve fazer parte da rotina da criança, em casa e na escola.

Nas escolas de educação infantil, os itens que compõem o cardápio são selecionados por nutricionistas e o preparo dos alimentos deve ser realizado por equipe especializada, dentro de cozinha adequada para esse fim. Professores e berçaristas não participam dessa preparação, mas apenas do momento de servir as refeições, pois é uma atividade pedagógica na qual a criança “aprende” a se alimentar.


Em casa, a alimentação das crianças deve seguir orientação de pediatra ou nutricionista e ser preparada observando-se os cuidados com a higiene.

A estimulação do paladar começa ainda bebê e, a introdução de alimentos mais sólidos, deve ser feita de forma gradual. Isso é geralmente acompanhado por médicos e nutricionistas, que são os profissionais mais preparados para essa tarefa.

Variedade de alimentos também é importante, porém, é preciso dar certo tempo para que o bebê se acostume com um alimento antes de introduzir outro. Exemplo: se está sendo servida batata amassada ao bebê, é recomendável que se introduza chuchu amassado somente na semana seguinte, para que o paladar consiga se adaptar e distinguir um alimento de outro.

Os profissionais que trabalham na escola devem sempre observar as recomendações da família e da equipe que também cuida do bebê (pediatras, nutricionistas, equipe pedagógica da escola, etc.). Não é recomendado inserir alimentos novos por conta própria.

Já para as crianças maiores, vale dizer que o momento das refeições não deve, de forma alguma, ser traumatizante.

É sabido que há crianças que têm dificuldades para comer, pois rejeitam tudo e ficam muito tempo sem alimento. Diante de um caso desses, não é recomendado obrigar a criança comer, “forçando” a entrada da colher em sua boca. Isso pode traumatizá-la e fazer com que ela sinta ânsia.

Recusar alimentos pode ser mais do que um “charme” para chamar atenção. Pode ser sintoma de algo mais sério (algumas doenças podem diminuir o apetite). E, mesmo que a criança não coma para chamar a atenção dos adultos, é porque ela está precisando de atenção e é necessário investigar os motivos.

Se a criança tem dificuldade para comer, isso deve ser trabalhado em casa e também na escola. Os pais podem levar esse assunto para os professores abordarem na sala de aula. Quando escola e família têm o mesmo discurso, a criança sente-se mais confiante. Há casos que será necessária a intervenção de profissional especializado (psicólogo, médico, nutricionista), pois a criança não pode ficar sem comer. Deixar uma criança sem se alimentar pode ter consequências graves para sua saúde.

Também não se deve obrigar a criança a comer algum alimento que não goste. Se nós, adultos, temos nossas preferências, por que as crianças também não podem ter?

O momento da refeição deve ser tranquilo. Não é aconselhável alimentar uma criança que está em pé. Ela precisa estar confortavelmente sentada e a hora da refeição deve ser exclusiva. Existem pais que têm o hábito de colocar comida na boca da criança enquanto a mesma brinca. Então, ela sai andando e o adulto fica indo atrás, com o prato na mão. Isso é totalmente inadequado, pois a criança divide a atenção que deveria dar à refeição com outras atividades, além de não desenvolver sua autonomia para comer, uma vez que o adulto é quem está lhe servindo.

Algumas dicas importantes:
- Pais e professores podem programar atividades divertidas com seus filhos/alunos usando frutas e legumes, como um piquenique de frutas, teatrinho de legumes, sucos malucos;
- Preparem pratos coloridos, chamativos, componham figuras de animais e carinhas felizes usando os alimentos;
- Convidem os amiguinhos das crianças para as refeições e sirva comidas saudáveis.

Comer pode ser muito divertido e saudável!

* Cristiane Ferreira é formada em Pedagogia pela PUC SP com especialização em Psicopedagogia.
Possui formação em dança criativa, ballet clássico, dança árabe, danças brasileiras, dança contemporânea e dança terapêutica. (
www.cristianeferreira.com).


Matéria extraída do site: http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=70032:-educacao-alimentar-na-infancia-dicas-para-pais-e-professores&catid=47:cat-saude&Itemid=328

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ganhadora do Top Fã do mês de março




Desde a capacitação do Projeto Tosco em Ação, realizado nos dias 1 e 2 de março em Campo Grande, é que estamos experimentando um novo momento: evolução da educação utilizando a tecnologia e a interatividade a nosso favor.

Uma das atividades propostas pela Editora Alvorada e que está fazendo bastante sucesso na fanpage do Tosco é o Top Fãs, que premia as pessoas que mais tem movimentado nossa página. Para presentar a pessoa que mais se destacou no mês passado, separamos um mimo especial: pendrive e caneta da linha Tosco.

Veja os dez mais do TOP FÃS - março:


1°lugar  - Solange Bezerra – 179 pontos


2° lugar - Deise Dau – 139 pontos


3°lugar  - Jane Matos – 104 pontos

4° - Sintia Viana
5° - Roberta Silva
6° - Simony Hoepers
7° - Rosiléia Rocha
8° Mariane Amaral
9° Marta Arantes
10° Mara Canto

Escolas melhoram diagnóstico de superdotados

Foto: brasilescola.com


Aos 9 anos de idade, Bernardo Dias já está na oitava Escola. Sua mãe, Ana Paula Amaral do Carmo, conta que muitas delas deram desculpas para justificar a necessidade de troca. Para ela, no entanto, o problema é que não sabiam como lidar com o filho, que, após passar por várias instituições, foi diagnosticado como superdotado.


- Teve Escola que me pediu para tirar o Bernardo de lá com a desculpa que ele comia muito lanche. Ele chegou a ser maltratado por uma professora, que não admitia que ele terminasse as tarefas rapidamente e pedia aos coleguinhas para não falar com ele em sala - contou Ana.


Por falta de preparo dos professores para identificar alunos como Bernardo, casos como o dele ainda são comuns em Escolas públicas e particulares no Brasil. A boa notícia é que, ano a ano, tem aumentado o número de alunos diagnosticados como superdotados, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), órgão do Ministério da Educação (MEC).


Em 2010, eram 8.851 estudantes superdotados matriculados em Escolas públicas e privadas; e no ano anterior, 5.478, ou seja, um aumento de quase 62%. Em 2000, o total era apenas 682.


Segundo a diretora de políticas de Educação especial da Secretaria de Educação Continuada, alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, Martinha Dutra, o aumento ocorreu porque os professores estão mais aptos a identificar os superdotados.


Em 2005, o ministério criou os Núcleos de Atividade de Altas Habilidades/Superdotação (Naahs) para ajudar na formação de professores e, com isso, saibam reconhecer com mais facilidade os superdotados e também estimular a habilidade e criatividade deles. O MEC criou um núcleo em cada unidade da federação, mas a gestão é feita pelos estados.


- O núcleo treina professores para identificação e desenvolvimento de atividades para os alunos. Mais professores podem estar sabendo como identificar os alunos superdotados - diz Martinha Dutra.


Para o MEC, alunos superdotados ou com altas habilidades são aqueles que "demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes". Além disso, esses estudantes têm "grande criatividade, envolvimento na aprendizagem e na realização de tarefas em áreas de seu interesse".


Porém, entidades especializadas em superdotados apontam dificuldades. Para a presidente da Associação Paulista para Altas Habilidades / Superdotação (Apahsd), Ada Toscanini, o problema da formação de especialistas ainda persiste:


- Os professores, de forma geral, ainda não têm formação adequada para identificar os superdotados nem para atendê-los. O superdotado ainda é discriminado, visto como doente, pessoa com problemas nervosos ou hiperativo.


A presidente do Conselho Brasileiro para Superdotação (Conbrasd) - organização não-governamental que reúne profissionais da área e pais -, Cristina Delou, também acredita que ainda há muitos profissionais despreparados.


- Os cursos de formação de professores de graduação não têm conteúdo específico para identificação de superdotados. E quase não existem programas de mestrado voltados para a Educação de superdotados - observa Cristina, que é professora e pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF).


Segundo ela, os Núcleos de Atividade de Altas Habilidades/Superdotação (Naahs) só podem formar profissionais que trabalham na rede estadual, deixando de fora os de Escolas municipais e privadas. Além disso, destaca, os núcleos, cujas ações são geridas por cada estado, não funcionam a contento, pois não têm prestado atendimento aos alunos e às famílias deles.


Estímulo em laboratórios de universidades


O MEC reconhece que apenas alguns núcleos fazem atendimento direto aos alunos e pais de alunos. Mas o ministério afirma que eles têm monitorado as ações de estímulo à aprendizagem dos estudantes nas "salas de recurso" das Escolas públicas, onde os superdotados, assim como as pessoas com deficiência, têm que receber suplementação Escolar. Nelas, os alunos devem encontrar materiais e profissionais capacitados para atendê-los no contraturno.


Segundo o Conbrasd, como os superdotados podem ter nível de conhecimento superior ao de professores da Escola, o ideal é que eles frequentem laboratórios de universidades para que se sintam estimulados.


Foi o que aconteceu com Kei Sawada, que aos 4 anos de idade já havia se alfabetizado sozinho em português e inglês.


- A Escola ficou muito chata para ele. Conseguimos que frequentasse o laboratório de altas energias da UFF. Depois de uns meses, recomendaram que ele fizesse logo o vestibular e ele foi acelerado de série. Ele estava com 16 anos quando passou em primeiro lugar no vestibular de Física na Universidade Federal do Rio - conta a mãe de Kei, Anunciata Sawada.

Mas a aceleração Escolar - quando a criança "pula" uma ou mais séries - não é um processo simples. Em São Paulo, por exemplo, mães estão procurando a Justiça para conseguir limitares que permitam esse avanço de série. A Secretaria de Educação entende que o procedimento é irregular, pois ainda não foi regulamentado pelo Conselho Estadual de Educação. Mas, em nota, o conselho afirmou que não precisa regulamentar a questão, pois a Lei de Diretrizes e Bases da Educação já prevê a possibilidade de aceleração.


André da Rocha Domingues, de 7 anos, já tinha sido acelerado quando se viu obrigado a retroceder de série, por determinação da secretaria.


- Em janeiro, fomos informados que ele teria que voltar para o 2 ano do fundamental. E ele voltou. Foi difícil, ele não queria ter que estudar tudo de novo. Meses depois, consegui uma liminar na Justiça, e ele foi transferido para o 3 ano - relata a mãe de André, Cátia Domingues.



Fonte: O Globo (RJ)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

MEC vai ampliar programa para que mulheres voltem a estudar

O programa Mulheres Mil, voltado para a elevação de escolaridade e formação profissional de brasileiras em situação de vulnerabilidade social, será estendido para mais 102 campi de institutos federais de educação, ciência e tecnologia. As instituições serão selecionadas por meio de chamada pública, publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira.

Cada um dos novos núcleos do programa receberá R$ 100 mil para início das atividades ainda em 2012. O investimento total para ampliar o Mulheres Mil será de R$ 10 milhões. Além disso, a previsão é de que sejam geradas mais de 10 mil vagas nos novos núcleos, 100 por campus, e outras 10 mil nos campi selecionados em 2011.


"Esperamos que as novas beneficiárias do Mulheres Mil tenham a chance de voltar a estudar e encontrem novas possibilidades de inclusão social e produtiva", disse o secretário de educação profissional e tecnológica do Ministério da Educação, Marco Antonio de Oliveira. O programa é coordenado pelo MEC e executado pelos institutos federais.

"Os cursos são organizados de acordo com os saberes que as mulheres possuem e com os arranjos produtivos locais, pois o programa visa a formação profissional, a elevação da escolaridade e a inserção no mundo do trabalho", explica Stela Rosa, coordenadora do Mulheres Mil. "Trabalhamos com mulheres adultas de 18 a 70 anos nos campi de institutos federais de todo o Brasil, que ministram cursos em diversas as áreas".


Fonte:http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5701165-EI8266,00-MEC+vai+ampliar+programa+para+que+mulheres+voltem+a+estudar.html

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Projeto TOSCO

Opinião publicada no Jornal Correio do Estado no dia 4 de abril de 2012.

Por Rogério Fernandes Lemes*

Foto cedida pela Escola de Jardim - MS


Todo professor conhece, melhor do que ninguém, a realidade de seus alunos e do ensino público no Brasil. Não precisa de pesquisas para perceber o crescente aumento da violência entre jovens e adolescentes que vivem, diariamente, os dilemas de famílias inteiras destruídas pelas drogas e por comportamentos violentos que refletem, diretamente, no desempenho e no desenvolvimento dos discentes.


Como temos sustentado em vários artigos anteriores não existe uma fórmula mágica ou um receituário a ser seguido, diligentemente, na resolução de tais dilemas. No entanto, o caminho a ser trilhado no enfrentamento ao fenômeno da violência escolar dar-se-á com o envolvimento de todos, ou seja, corpo docente, discente, familiar, autoridades e profissionais das mais diversas áreas do conhecimento.


Um belo exemplo é o esforço brilhante do psicólogo Gilberto Mattje com o desenvolvimento do Projeto Tosco, resultado de suas pesquisas e que se materializou na forma de livro, com uma linguagem própria dos adolescentes; informal e compreensível capaz de prender a atenção do início ao fim. Aplicado na Rede Municipal de Educação de Campo Grande no ano de 2009, o projeto teve uma aceitação e resultados alcançados muito além das expectativas.


Tosco é o personagem principal do livro, assim como atitude, comportamento e conduta, pelo viés negativo e destrutivo, que afastam as pessoas do convívio social saudável, dificultando as relações interpessoais e em constante conflito intrapessoal. A experiência na Capital foi tão exitosa que o projeto foi estendido para toda rede estadual de ensino em 2012. Cada aluno do 6º ao 9º ano receberá, gratuitamente, um exemplar do Tosco.


Mas onde está o segredo do sucesso, quase que instantâneo, do Projeto Tosco? Segundo seu criador está na forma interativa com o público destinado, ou seja, na percepção da grande dificuldade de comunicação “com” os adolescentes. Sustenta que os adultos falam “para” e “dos” adolescentes, mas interagir “com” eles compreendendo seus medos, suas inseguranças, próprias de uma idade que ainda não atingiu a “estabilidade” é o grande desafio a ser superado.


A Escola é um espaço social de conflitos onde acontece o “jogo” e o “drama”, de Clifford Geertz. É na escola que os pensamentos dissidentes conflitam; valores sociais e histórias de vida são postos em um mesmo local de convivência. O livro Tosco é uma forma inteligente de interação “com” os adolescentes, em uma reciprocidade dialética construtiva que abre espaço para a “autopercepção”, exercício subjetivo que produz mudanças.


A partir da identificação do leitor com o personagem surge, naturalmente, questionamento sobre os próprios valores, apresentados por figuras positivas como professores e amigos, onde o leitor desconstrói práticas comportamentais destrutivas de interação. O Projeto Tosco tem se mostrado como um eficiente mecanismo de interação dialética “com” os adolescentes.


*Sociólogo – Reg. MTE nº. 163/MS. E-mail: rogeriociso@gmail.com

Matéria publicada no blog também: http://criticartes.blogspot.com.br/2012/04/projeto-tosco.html

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Escritor do livro Tosco em rede nacional!

Na última sexta-feira (30), o escritor Gilberto Mattje participou do programa Câmara Ligada, exibido na TV Câmara. Ele tirou as dúvidas da plateia sobre um assunto delicado e crescente: violência e intolerância entre jovens.  

O psicólogo explicou ainda que a violência motivada pela intolerância e o preconceito costuma surgir quando os jovens sentem-se inferiorizados ou quando não conseguem atingir seus objetivos. A agressividade é a forma que encontram para se expressar. Observando jovens violentos e sugerindo formas de superar a agressividade, o psicólogo falou ainda por que escreveu o livro “TOSCO”, publicado pela Editora Alvorada, que tem sido adotado com sucesso em escolas de Ensino Fundamental e Ensino Médio.

Participaram também do programa: Deputada Federal Teresa Surita (PMDB/RR), relatora da lei da Palmada, e ainda, a banda Sabonetes.



sexta-feira, 30 de março de 2012

Escola usa jogo de xadrez para ensinar matemática


Ao retornar às aulas na Escola Estadual de Ensino Fundamental Bairro Carvalho, em Cachoeira do Sul (RS), foi impossível que os alunos não reparassem no novo brinquedo disponível no colégio: um tabuleiro de xadrez com 13,7 metros quadrados, de rocha basáltica, colado no piso do pátio, com peças feitas de garrafas plásticas. O que talvez eles não tenham percebido é que o novo brinquedo é um método para o ensino de Matemática e de Português.

A estratégia é simples: o xadrez foi incluído no currículo escolar para ajudar na alfabetização em matemática e no letramento dos alunos. A proposta já é posta em prática desde 2009, porém, até então, com 20 tabuleiros em tamanho oficial e com versões digitais, instaladas nos computadores. Segundo a diretora da escola, Paula Cristina Langbecker, é possível observar uma grande melhora no raciocínio, na concentração e na atenção dos alunos em todas as disciplinas.

Os alunos podem jogar xadrez no recreio, antes do início das aulas e também nas atividades de educação física, de acordo com a diretora. Dos 293 estudantes matriculados na escola, 100 estão na educação integral. Deles, 85% residem no bairro Cristo Rei, região frequentemente castigada por enchentes. Devido à carência dos moradores, a maioria recebe renda do programa Bolsa Família e, por isso, tem prioridade no programa Mais Educação.

A escola pretende contratar um monitor para ampliar a oferta do xadrez. Além dessa atividade, os alunos da educação integral pelo programa Mais Educação poderão participar de oficinas de jornal, horta e futsal. O início das atividades, no entanto, depende da chegada de mais uma merendeira, já prometida pela Secretaria Estadual de Educação. A escola conta, atualmente, com duas merendeiras que atendem 293 alunos nos dois turnos.

Educação integral
Neste ano, 30 mil escolas públicas trabalharão em período integral no ensino fundamental, tanto em áreas urbanas como rurais. Serão 15 mil novas escolas incorporadas ao programa em 2012, de acordo com o Ministério da Educação – MEC.

Segundo a diretora de Currículos e Educação Integral do MEC, Jaqueline Moll, o objetivo é aumentar o número de estudantes atendidos, passando dos atuais 2,8 milhões para 5 milhões. O investimento do governo federal nas escolas atendidas pelo programa será de R$ 1,4 bilhão em 2012.

Dados da diretoria de Currículos e Educação Integral mostram que, até a última quarta-feira (21/3), ainda estavam disponíveis 4,2 mil vagas no programa para escolas urbanas e do campo. O prazo de adesão foi ampliado até 15 de abril e as escolas interessadas podem obter informações pelos telefones: (61) 2022-9175, (61) 2022-9176, (61) 2022-9174, (61) 2022-9184, (61) 2022-9211, (61) 2022-9212 e (61) 2022-9181.

Saiba mais!
Programa Mais Educação: visa aumentar a oferta educativa nas escolas públicas por meio de atividades optativas no contraturno das aulas, agrupadas em macrocampos como acompanhamento pedagógico, meio ambiente, esporte, direitos humanos, cultura e artes, cultura digital, prevenção e promoção da saúde, educomunicação, educação científica e educação econômica.

Bolsa Família: programa do governo federal de transferência direta de renda com condicionalidades, que beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza.

Com informações do MEC.